Engenharia: Estudos de Cortes do Aço / Otimização das Perdas
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Esta é uma ferramenta para auxiliar a definição dos cortes do aço visando a otimização das perdas.
Operação
- Importe ou lance na planilha da direita os dados do projeto (se o Excel de houver possibilidade).
- Lance nas caixas de texto superior os comprimentos das barras e seus quantitativos.
- Lance no miolo da planilha as aplicações, confrontando as quantidades do projeto com as adquiridas.
- Com as dicas a seguir haverá certamente redução doe pontas. Dependendo da quantidade do aço faça mais de uma simulação.
- Clique no botão Iniciar antes de começar a operação.
Instruções de lançamento
Após ter lançado os dados do projeto (Tipo de Aço – Bitola, Quantidade de Peças, Comprimento, etc.) e preencher as caixas de texto superior com a quantidade e comprimento das barras disponíveis para o corte inicia-se a Programação de Corte.
A. Preparação do Formulário
1. Maximize o formulário;
2. Maximize a largura das caixas de texto;
3. Minimize a exibição da planilha da esquerda;
4. Classifique os dados: se for otimizar por bitola e por obra/serviço clique no botão Classif. Se for otimizar tas as posições do arquivo, clique no botão Todas.
Estes botões classificam os dados de maior comprimento para os de menor entendendo-se que uma otimização das primeiras posições (20% iniciais) corresponderá a uns 80% do aço total.
B. Considerações
1. Verifique se haverá corte nas extremidades dos vergalhões (descartando as pontas deterioradas);
2. Começando de cima para baixo (do maior para o menor) faça verificação rápida das eventuais posições com perda 0 (zero) ou próximos. Por exemplo, as posições com 6 metros de comprimento utilizarão as barras de 12 metros (com perda 0). Não faça isto para o caso das posições com menos de 3 metros, cujas posições serão utilizadas no final durante o aproveitamento das sobras e obrigaria o corte das barras de 12 metros.
3. Esgotadas as possibilidades de perda 0 (zero) preencha a planilha da esquerda para a direita e de cima para baixo. As probabilidades de redução das perdas são maiores.
4. Não se esqueça de lançar a mesma imagem da Posição (definida pelo usuário na coluna Identif) ao lado das células de utilização desta mesma posição. Não é obrigatório quando todo o consumo estiver lançado em uma única linha, mas deixará o trabalho mais organizado.
5. O formulário irá colorir com cor neutra as linhas concluídas (com até 1% de perda) e as incompletas ou insatisfatórias (mais de 3% de perda) de vermelho.
Idem com as células no rodapé da coluna e nas caixas de texto superiores quando for localizado algum eventual erro de lançamento (geralmente lançamentos a maior ou desnecessários)
O algoritmo do software
- Embora um conjunto grande de cálculos e checagens o algoritmo desenvolvido não é completo mas presta-se para acompanhá-lo em seus lançamentos, desde que feitos conforme as instruções acima.
Definições do usuário
- Poderá ser conveniente que a empresa tenha definido:
- Ponta tem de até 1,20m (ou até o comprimento da menor posição). Poderá ser vendida como sucata;
- De 2,00 até 4,00m é retalho e poderá ser utilizada posteriormente ou em outra obra;
- Pontas de até 18 cm (1,5% da barra) é sucata porém não sujeita a maiores estudos;
- Peças de 6 a 12 metros são sobras utilizáveis posteriormente. Poderão necessitar de tratamento anti-ferrugem.
- As bitolas menores tem melhor aproveitamento: um estribo de 3/16″ (de pilares de 20 x 20) terá comprimento próximo a 80cm, enquanto uma peça de 1″ dificilmente terá utilidade mesmo com o dobro disto.
Importante (durante o preenchimento da programação):
Para preencher os lançamentos mantenha-se memorizado que:
a) Os valores nas caixas de texto superiores correspondem ao aço existente na obra (cujo corte se pretende programar);
b) Os valores nas colunas à esquerda da planilha ‘Quant de Barras’, ‘Comprimento’ e “Compr Total (projeto’ são os quantitativos projetados conforme as Listas de Ferro do projetista;
c) Os valores nas colunas Q1, Q2, Q3…Q12 são sua programação de corte, ou seja, a quantidade de barras (existentes na obra) que utilizará para cumprir ao projetado (conforme item b) acima).
Possibilidades de recálculo
Poderá haver diferenças significativas na ordem que se dispõe os dados e se direciona o cálculo.
O usuário poderá, então refazer seus cálculos alterando (automaticamente) os seguintes ordens de lançamento (do maior para o menor ou vice-versa).
Na Planilha (clicando no cabeçalho da planilha):
- Pelo peso total (do projeto);
- Pelo comprimento total (do projeto);
- Pelo comprimento dos cortes (por posição);
- Perla quantidade de cortes (por posição);
- Etc.
Além disto poderá ser combinado com a ordem do aço disponível (clicando nos botões de reclassificação):
- Quantidade de barras (da direita para a esquerda ou vice-versa);
- Comprimento da barras (da direita para a esquerda ou vice-versa).
Pela lógica o melhor é classificar pela comprimento dos cortes (tanto total quanto de posição) e pela disponibilidade do aço (por comprimento (do menor para o maior)
Práticas
1. Para dobrar o ferro use pinos e chaves adequadas a cada bitola de aço.
2. Dobra: a barra aumenta o comprimento com a dobragem e portanto cabe ao armador fazer o desconto, ou seja, cortar a barra alguns milímetros (ou centímetros) menor do que está especificado no plano de corte.
3. Espaçadores metálicos e caranguejos são peças de aço (retiradas das pontas) para dar sustentação à armadura e poderão estar incluídos no Plano de Corte.
4. A maior perda do aço não se deve às pontas mas ao desbitolamento (causado pelas siderúrgicas que fornecem o aço com diâmetro quase sempre a maior).
5. Outras perdas: substituição de bitolas, trespasses por serem as barras mais curtas, ensaios (mínimo de 2 peças de 2,20m por bitola retiradas os 20 cm da ponta).
6. Otimize também a mão-de-obra: procure, mesmo que parcialmente, pré-moldar as armaduras, construindo-se vigas e “gaiolas” a serem colocadas dentro das formas.
7. Habitue-se a levantar o índice de consumo do arame recozido em função da bitola média de suas compras de aço.
Etiquetas
Preenchendo a colunas A, B, L e c será possível aproveitar os dados lançados para imprimir etiquetas.
Caso estejam com tamanho inadequado exporte o relatório para o Excel e edite-a por lá.